Brasil supera 7 milhões de casos de covid-19; mortos chegam a 173 mil
O Brasil superou hoje a marca de 7 milhões de casos oficiais de covid-19. Segundo dados divulgados pelo Ministério da Saúde nesta quarta-feira (16), o país registrou 70.574 diagnósticos positivos para o novo coronavírus nas últimas 24 horas, atingindo um total de 7.040.608 infectados desde o início da pandemia.
De acordo com a Universidade Johns Hopkins, o Brasil é o terceiro país no mundo em número de casos da doença, atrás apenas de Estados Unidos e Índia (com 16.782.029 e 9.932.547 infectados, respectivamente, no começo desta tarde).
Estado com maior número de casos e mortes no Brasil, São Paulo voltou a apresentar problemas no acesso ao sistema do Ministério da Saúde e não enviou dados nesta quarta-feira. Os paulistas enfrentaram dificuldade semelhante no começo de novembro.
De ontem para hoje, o Brasil registrou 936 novas mortes provocadas pela covid-19. Desde o começo da pandemia, o total de óbitos causados pela doença em todo o país chegou a 183.735.
Ainda de acordo com o governo federal, 6.132.683 pessoas se recuperaram da covid-19, com outras 724.190 em acompanhamento.
Lewandowski vota a favor de que vacina possa ser obrigatória
O ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Ricardo Lewandowski votou hoje a favor de que estados e municípios possam determinar a vacinação obrigatória contra a covid-19, doença causada pelo novo coronavírus.
Lewandowski, que é relator de duas ações sobre o tema, defendeu em seu voto que ninguém pode ser forçado fisicamente a se vacinar, mas que podem ser impostas restrições de direitos àqueles que não tomarem a vacina, como a proibição do exercício de determinadas atividades ou do acesso a alguns locais.
Após o voto de Lewandowski, o julgamento foi suspenso e será retomado na sessão de amanhã. O ministro foi o único a votar hoje.
Em seu voto, Lewandowski reforçou que as pessoas não podem ser levadas à força a se vacinar e citou a Revolta da Vacina, ocorrida em 1904 no Rio de Janeiro, quando a população se insurgiu contra uma campanha de vacinação.
Veículos se unem pela informação
Em resposta à decisão do governo Jair Bolsonaro de restringir o acesso a dados sobre a pandemia de covid-19, os veículos de comunicação UOL, O Estado de S. Paulo, Folha de S.Paulo, O Globo, G1 e Extra formaram um consórcio para trabalhar de forma colaborativa para buscar as informações necessárias diretamente nas secretarias estaduais de Saúde das 27 unidades da Federação.
O governo federal, por meio do Ministério da Saúde, deveria ser a fonte natural desses números, mas atitudes de autoridades e do próprio presidente durante a pandemia colocam em dúvida a disponibilidade dos dados e sua precisão.

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