Ciro critica decisão do STJ sobre Flávio Bolsonaro: 'Rasgaram uma evidência de que ele é ladrão'
Em entrevista à Rádio Metrópole, pedetista classificou a determinação como "inacreditável"
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Por Juliana Rodrigues no dia 24 de Fevereiro de 2021 ⋅ 09:08
O ex-ministro e ex-candidato à presidência da República, Ciro Gomes (PDT), reagiu à decisão da Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ), que suspendeu a quebra do sigilo do senador Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ) no âmbito da investigação sobre as "rachadinhas" no antigo gabinete dele na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj). Citando o jurista e escritor baiano Ruy Barbosa, o pedetista afirmou que "o Judiciário é o Poder que mais tem faltado à República" e classificou a determinação como "inacreditável".
"Devemos respeito institucional ao Judiciário brasileiro, mas não podemos silenciar. É inacreditável essa decisão da Quinta Turma do STJ, e guarda linha com uma coisa extremamente constrangedora, que é a ideia de que a lei brasileira hoje é uma opção para acordos políticos. Então prende um energúmeno, um boçal, que estava propondo bater nos ministros do Supremo [o deputado Daniel Silveira, do PSL do Rio de Janeiro], e no dia seguinte rasga uma coisa que é uma evidência, evidência de que o filho do Bolsonaro é um ladrão, que aprendeu a ser ladrão com o pai, que roubava igualzinho a ele. Que a turma brinca, chamando de rachadinha, mas o nome disso no Código Penal é peculato", disse, em entrevista a Mário Kertész, na Rádio Metrópole, hoje (24).
Ciro recordou o período em que foi colega do presidente Jair Bolsonaro na Câmara dos Deputados e apontou a contradição entre as atitudes do atual chefe do Executivo e o discurso que o elegeu para o cargo. "O Bolsonaro roubava dinheiro da gasolina do gabinete. O Bolsonaro tinha não sei quantos funcionários fantasmas que só faziam assinar o recibo para ele botar o dinheiro no bolso. Uma dessas funcionárias é a filha desse Fabrício Queiroz, que tem 10 mortes nas costas, e que botou o dinheiro na conta da mulher do Bolsonaro. Ou seja, quem ensinou os filhos e as esposas a roubarem, corrompendo desde criança os meninos, foi o próprio Bolsonaro. E de repente se apresenta pro Brasil falando contra a corrupção", afirmou.
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